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Pseudociências / Saúde

Movimento antivacina

Afirma que vacinas causam autismo e outros males graves. Estudos com milhões de crianças refutaram essas alegações.

Refutada

Origem: Existe desde as primeiras vacinas no século XIX; ganhou força com um artigo fraudulento de Andrew Wakefield em 1998.

O que alega

Alega que vacinas, ou componentes como o mercúrio (timerosal) e o alumínio, causam autismo, doenças autoimunes e outros danos, e que esses efeitos seriam escondidos pela indústria e pelos governos.

O que a evidência diz

O artigo de Wakefield, que ligava a vacina tríplice viral ao autismo, foi retratado pela revista The Lancet em 2010, e ele perdeu o registro médico por fraude e conduta antiética. Grandes estudos, como o dinamarquês de 2019 com mais de 650 mil crianças, não acharam associação entre a vacina e o autismo. Vacinas têm efeitos adversos, em geral leves e raros, monitorados por sistemas de farmacovigilância; seus benefícios superam muito os riscos. A queda da cobertura vacinal trouxe doenças de volta: o Brasil, que havia recebido o certificado de eliminação do sarampo em 2016, o perdeu em 2019, depois de surtos em 2018.

Refutada

Testada de forma adequada: as alegações centrais não se confirmaram ou contrariam a evidência.

Sinais de alerta

Por que atrai tanta gente

Os sinais de autismo costumam aparecer na mesma idade das vacinas, o que cria uma falsa associação no tempo. Doenças evitadas por vacinas ficaram raras, então o medo se desloca para a vacina. Pais buscam uma explicação e alguém a quem culpar.

Riscos

Surtos de sarampo, coqueluche e poliomielite; mortes de crianças e de pessoas que não podem se vacinar e dependem da imunidade coletiva.

Perguntas para pensar

  1. Que resultado mostraria que a prática não funciona? Quem a defende aceitaria esse resultado?
  2. A evidência a favor vem de depoimentos ou de estudos com grupo controle?
  3. O que eu perderia se trocasse um tratamento eficaz por este?

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