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Pseudociências / Saúde

Reiki

Imposição de mãos para canalizar uma “energia vital universal”. Os estudos de qualidade não mostram efeito além do placebo.

Sem evidência

Origem: Criado pelo japonês Mikao Usui nos anos 1920.

O que alega

O praticante colocaria as mãos sobre ou perto do corpo do paciente para canalizar uma energia vital (ki), equilibrando o organismo e promovendo cura física e emocional.

O que a evidência diz

Nenhum instrumento detectou a energia descrita, e não há mecanismo conhecido. Revisões de estudos, incluindo uma da Cochrane sobre ansiedade e depressão (2015), concluíram que a evidência é insuficiente; estudos que comparam reiki real com reiki simulado (feito por quem não foi “iniciado”) tendem a não achar diferença. O reiki foi incluído na Política Nacional de Práticas Integrativas do SUS em 2017.

Sem evidência

Faltam estudos de qualidade que mostrem efeito além do placebo ou do acaso, e não há mecanismo plausível.

Sinais de alerta

Por que atrai tanta gente

A sessão é relaxante, envolve atenção, toque ou proximidade e um ambiente calmo, o que pode trazer bem-estar real, sem que a “energia” tenha papel nisso.

Riscos

Como relaxamento, o risco é baixo. O problema surge quando é apresentado como tratamento para doenças e substitui cuidados eficazes, ou quando recebe verba pública sem evidência.

Perguntas para pensar

  1. Que resultado mostraria que a prática não funciona? Quem a defende aceitaria esse resultado?
  2. A evidência a favor vem de depoimentos ou de estudos com grupo controle?
  3. O que eu perderia se trocasse um tratamento eficaz por este?

Lições relacionadas: Experimentos, grupo controle e placebo, O que é pseudociência?.