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Pseudociências / Mente e comportamento

Programação neurolinguística (PNL)

Promete “reprogramar” a mente imitando a linguagem e os gestos de pessoas de sucesso. Suas teses centrais foram testadas e não se confirmaram.

Refutada

Origem: Criada por Richard Bandler e John Grinder nos Estados Unidos nos anos 1970.

O que alega

Cada pessoa teria um sistema representacional preferido (visual, auditivo ou cinestésico), detectável pelo movimento dos olhos e pelas palavras que usa; espelhar esse sistema criaria conexão e permitiria influenciar e curar fobias, traumas e outros problemas rapidamente.

O que a evidência diz

As teses centrais foram testadas nos anos 1980 e depois, e não se sustentaram. Uma revisão de 2010 analisou mais de 300 estudos e concluiu que a grande maioria não apoiava as alegações da PNL. A direção do olhar não indica se alguém está mentindo nem seu sistema “preferido”. A PNL segue popular em treinamentos corporativos, vendas e coaching.

Refutada

Testada de forma adequada: as alegações centrais não se confirmaram ou contrariam a evidência.

Sinais de alerta

Por que atrai tanta gente

Usa vocabulário que soa científico (neuro, linguística, programação), promete resultados rápidos e vem embalada em cursos de sucesso pessoal e liderança.

Riscos

Gasto com cursos e certificações, falsa confiança em técnicas de “detecção de mentira” e terapias de fobias e traumas sem eficácia comprovada.

Perguntas para pensar

  1. Que resultado mostraria que a prática não funciona? Quem a defende aceitaria esse resultado?
  2. A evidência a favor vem de depoimentos ou de estudos com grupo controle?
  3. O que eu perderia se trocasse um tratamento eficaz por este?

Lições relacionadas: O que é pseudociência?, O critério da demarcação.