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Pseudociências / Mente e comportamento

Grafologia

Analisa a letra para revelar a personalidade, e já foi usada para contratar funcionários. Os estudos não mostram validade.

Refutada

Origem: Desenvolvida na França no século XIX pelo abade Jean-Hippolyte Michon.

O que alega

Características da escrita à mão, como inclinação, tamanho das letras, pressão e margens, revelariam traços de personalidade, honestidade e aptidões profissionais.

O que a evidência diz

Metanálises, como a de Geoffrey Dean (1992), encontraram que a capacidade dos grafólogos de prever personalidade ou desempenho no trabalho é praticamente nula. Quando os textos analisados têm conteúdo, os grafólogos acertam mais, porque leem o que foi escrito, e não a letra. A grafologia não deve ser confundida com a perícia grafotécnica, que verifica se uma assinatura é autêntica e tem métodos testáveis.

Refutada

Testada de forma adequada: as alegações centrais não se confirmaram ou contrariam a evidência.

Sinais de alerta

Por que atrai tanta gente

A letra parece algo muito pessoal, e as descrições dadas pelos grafólogos são vagas o bastante para servir a quase todos.

Riscos

Discriminação injusta em processos seletivos e decisões baseadas em critérios sem validade.

Perguntas para pensar

  1. Que resultado mostraria que a prática não funciona? Quem a defende aceitaria esse resultado?
  2. A evidência a favor vem de depoimentos ou de estudos com grupo controle?
  3. O que eu perderia se trocasse um tratamento eficaz por este?

Lições relacionadas: Níveis de evidência, Vieses cognitivos e o método.