A ideia central
Para o instrumentalista, uma teoria é como um instrumento de cálculo: serve para ir de observações a previsões. Termos teóricos como “elétron” não precisam se referir a nada real; são peças úteis do mecanismo. Avaliar teorias é avaliar se funcionam, não se são verdadeiras.
Referências
Ernst Mach, Pierre Duhem (em parte), John Dewey (em parte); muitos físicos práticos, na atitude “cale a boca e calcule”.
De onde veio
Tem raízes antigas: o prefácio do livro de Copérnico (escrito por Osiander) apresentava o heliocentrismo como mera hipótese de cálculo. No século XIX, Mach rejeitou os átomos por não serem observáveis.
Diante da astrologia
Perguntaria apenas se a astrologia funciona como ferramenta de previsão. Os testes mostram que não; então nem como instrumento ela se sustenta. Veja o caso da astrologia.
Pontos fortes: o que pode estar certo
- Evita compromissos metafísicos difíceis de justificar.
- Corresponde à prática de usar modelos sabidamente simplificados.
- É prudente diante da história de teorias abandonadas.
Objeções
- Mach rejeitou os átomos, que depois foram amplamente confirmados.
- Não explica por que algumas ferramentas funcionam tão bem.
- Cientistas parecem querer saber como o mundo é, não só prever.
O que dizem os críticos
Realistas dizem que o instrumentalismo torna o sucesso da ciência um mistério. Popper criticou a ideia de reduzir teorias a ferramentas, pois ferramentas não podem ser refutadas, só deixam de ser úteis.
O que não é instrumentalismo
Concepções erradas e espantalhos que costumam aparecer em conversas e debates, com a correção.
“Instrumentalistas acham que a ciência é inútil.”
Ao contrário: valorizam a ciência como ferramenta extremamente útil.
“É o mesmo que dizer que tudo é mentira.”
Dizem que perguntar pela verdade de termos teóricos é desnecessário, não que as teorias mintam.