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Pseudociências / Universo e Terra

Astrologia

A posição dos astros no nascimento definiria a personalidade e o destino. Testes cegos mostram que astrólogos não acertam além do acaso.

Refutada

Origem: Surgiu na Mesopotâmia há mais de dois mil anos e foi sistematizada no mundo grego e por Ptolomeu.

O que alega

A posição do Sol, da Lua e dos planetas no momento do nascimento, interpretada por signos e casas, revelaria traços de personalidade, compatibilidades amorosas e tendências de acontecimentos futuros.

O que a evidência diz

Num teste duplo-cego publicado na Nature em 1985, o físico Shawn Carlson pediu a astrólogos que associassem mapas natais a perfis de personalidade; eles não acertaram mais do que o acaso, embora tivessem previsto que acertariam. Grandes estudos com pessoas nascidas no mesmo dia (“gêmeos astrais”) não encontraram semelhanças. Não há mecanismo: a gravidade de um planeta distante sobre um bebê é menor que a do obstetra. E, por causa da precessão do eixo da Terra, os signos não correspondem mais às constelações que lhes dão nome.

Refutada

Testada de forma adequada: as alegações centrais não se confirmaram ou contrariam a evidência.

Sinais de alerta

Por que atrai tanta gente

Descrições vagas, que servem para quase todos, parecem pessoais (efeito Barnum ou Forer). Lembramos dos acertos e esquecemos os erros. E a astrologia oferece uma linguagem para falar de si mesmo e dos outros, o que tem valor social, mesmo sem poder preditivo.

Riscos

Em geral baixo quando é entretenimento. Vira problema quando orienta decisões importantes, como contratar, demitir ou recusar pessoas por signo.

Perguntas para pensar

  1. Que resultado mostraria que a prática não funciona? Quem a defende aceitaria esse resultado?
  2. A evidência a favor vem de depoimentos ou de estudos com grupo controle?
  3. O que eu perderia se trocasse um tratamento eficaz por este?

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