A ideia central
O realista científico afirma três coisas: há um mundo independente de nós (tese metafísica); as teorias falam literalmente dele, inclusive do inobservável (tese semântica); e as teorias maduras e bem-sucedidas são aproximadamente verdadeiras (tese epistêmica). O argumento principal é o do “nenhum milagre”: sem verdade aproximada, o sucesso da ciência seria inexplicável.
Referências
Hilary Putnam (fase inicial), Richard Boyd, J. J. C. Smart, Stathis Psillos, Philip Kitcher.
De onde veio
Cresceu nos anos 1960 e 1970, depois do declínio do positivismo lógico, como posição padrão de muitos filósofos e cientistas.
Diante da astrologia
Diria que a astrologia não tem sucesso preditivo a explicar, então não há base para acreditar nas influências que ela postula. O realismo só se compromete com o que faz trabalho nas teorias bem-sucedidas. Veja o caso da astrologia.
Pontos fortes: o que pode estar certo
- Explica o sucesso da ciência de forma natural.
- Corresponde à atitude da maioria dos cientistas.
- Leva a sério o que as teorias dizem sobre o mundo.
Objeções
- A metaindução pessimista: teorias bem-sucedidas do passado eram falsas.
- A subdeterminação: os dados podem caber em teorias rivais.
- A noção de “verdade aproximada” é difícil de definir.
O que dizem os críticos
Laudan respondeu com a história (éter, calórico, flogisto). Van Fraassen disse que o sucesso se explica pela seleção: teorias que não funcionam são descartadas, como espécies mal adaptadas.
O que não é realismo científico
Concepções erradas e espantalhos que costumam aparecer em conversas e debates, com a correção.
“Realistas acham que a ciência atual é definitiva.”
Falam em verdade aproximada e aceitam que as teorias serão refinadas.
“Realismo é ingenuidade.”
É uma posição sofisticada, defendida com argumentos sobre o sucesso preditivo da ciência.