A ideia central
Henri Poincaré argumentou que princípios como os axiomas da geometria não são verdades empíricas nem a priori, mas convenções: escolhemos a geometria mais conveniente para descrever a experiência, ajustando as leis físicas conforme a escolha. Não são arbitrárias, pois a experiência guia a escolha, mas não a impõe. Duhem e, mais tarde, Carnap desenvolveram ideias parecidas.
Referências
Henri Poincaré, Pierre Duhem, Édouard Le Roy; elementos em Rudolf Carnap.
De onde veio
Surgiu na França por volta de 1900, diante das geometrias não euclidianas, que mostraram que a geometria do espaço físico não é evidente.
Diante da astrologia
Diria que, mesmo que algumas regras de uma teoria sejam convenções, as previsões sobre pessoas precisam bater com a experiência. Convenção não salva previsões que falham. Veja o caso da astrologia.
Pontos fortes: o que pode estar certo
- Explica o papel das escolhas de representação na ciência.
- Ajudou a entender a relação entre matemática e física.
- Antecipou o holismo de Duhem-Quine.
Objeções
- Se levado longe demais, parece tornar tudo convenção.
- A relatividade geral mostrou que a geometria do espaço pode ser determinada empiricamente, junto com a física.
- É difícil separar o que é convenção do que é fato.
O que dizem os críticos
Einstein dialogou com Poincaré e aceitou parte do convencionalismo, mas a física do século XX tendeu a tratar a geometria do espaço-tempo como questão física.
O que não é convencionalismo
Concepções erradas e espantalhos que costumam aparecer em conversas e debates, com a correção.
“Para o convencionalista, a ciência é arbitrária.”
As convenções são escolhidas por simplicidade e guiadas pela experiência; o resto da teoria continua empírico.
“Tudo é convenção.”
Só certos princípios, como a escolha da geometria, eram convenções para Poincaré.