A ideia central
John Worrall propôs o realismo estrutural como “o melhor dos dois mundos”: concilia o argumento do milagre com a metaindução pessimista. Quando a teoria do éter caiu, as equações de Fresnel para a luz continuaram valendo, reinterpretadas na teoria eletromagnética de Maxwell. O que a ciência acerta é a estrutura (as relações matemáticas), não a natureza das entidades. Na versão epistêmica, só conhecemos a estrutura; na ôntica (James Ladyman), só existe a estrutura.
Referências
John Worrall, James Ladyman, Steven French; antecedentes em Poincaré e Russell.
De onde veio
Worrall publicou “Structural realism: the best of both worlds?” em 1989. A física quântica, em que a natureza das partículas é obscura, deu impulso à versão ôntica.
Diante da astrologia
Diria que a astrologia não tem estrutura matemática que tenha sobrevivido a testes: não há nada para preservar. Veja o caso da astrologia.
Pontos fortes: o que pode estar certo
- Responde à metaindução pessimista com casos históricos.
- Combina bem com a física moderna, muito matemática.
- Explica continuidade em meio às revoluções.
Objeções
- A distinção entre estrutura e natureza é difícil de traçar.
- A versão ôntica, de que só há estrutura, é estranha: estrutura de quê?
- Nem toda ciência (como a biologia) é expressa em estruturas matemáticas.
O que dizem os críticos
Críticos dizem que, se só conhecemos a estrutura, o realismo estrutural é trivial (o argumento de Newman). Defensores refinam a posição para responder a isso.
O que não é realismo estrutural
Concepções erradas e espantalhos que costumam aparecer em conversas e debates, com a correção.
“Só a matemática importa, o mundo não.”
A tese é que a estrutura matemática capta algo real sobre o mundo, que se preserva entre teorias.
“É antirrealismo disfarçado.”
É uma forma de realismo, mais modesta sobre o que conhecemos.