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Pseudociências / Saúde

Urinoterapia

Beber ou aplicar a própria urina para tratar doenças. Não há evidência de benefício, e a urina contém o que o corpo descartou.

Sem evidência

Origem: Mencionada em textos antigos de várias culturas; popularizada no século XX pelo livro “The Water of Life” (1945), de John Armstrong.

O que alega

A urina conteria nutrientes, hormônios e anticorpos que, reingeridos ou aplicados na pele, curariam doenças de pele, infecções e até câncer.

O que a evidência diz

A urina é composta sobretudo de água e de substâncias que os rins retiraram do sangue por estarem em excesso ou serem resíduos. Não há estudos que mostrem benefício terapêutico. Reingerir substâncias que o corpo eliminou não traz vantagem conhecida e pode ser prejudicial para quem toma remédios ou tem infecção urinária.

Sem evidência

Faltam estudos de qualidade que mostrem efeito além do placebo ou do acaso, e não há mecanismo plausível.

Sinais de alerta

Por que atrai tanta gente

Parece natural, gratuita e “do próprio corpo”, e tem a aura de sabedoria antiga.

Riscos

Infecções e atraso no tratamento de doenças reais.

Perguntas para pensar

  1. Que resultado mostraria que a prática não funciona? Quem a defende aceitaria esse resultado?
  2. A evidência a favor vem de depoimentos ou de estudos com grupo controle?
  3. O que eu perderia se trocasse um tratamento eficaz por este?

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