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Pseudociências / Saúde

Megadoses de vitaminas

Doses enormes de vitaminas preveniriam resfriados e curariam câncer. Grandes ensaios não confirmaram, e alguns mostraram danos.

Refutada

Origem: Popularizadas nos anos 1970 pelo químico Linus Pauling, Nobel de Química e da Paz, que defendia altas doses de vitamina C.

O que alega

Doses muitas vezes acima das necessidades diárias de vitamina C e de outros nutrientes preveniriam e tratariam resfriados, câncer e outras doenças (a chamada medicina ortomolecular).

O que a evidência diz

Uma revisão Cochrane concluiu que tomar vitamina C regularmente não reduz a frequência de resfriados na população geral, embora encurte um pouco sua duração. Ensaios da Clínica Mayo, nos anos 1970 e 1980, não encontraram benefício da vitamina C em altas doses para pacientes com câncer avançado. Em fumantes, suplementos de betacaroteno aumentaram o risco de câncer de pulmão em dois grandes ensaios. Vitaminas A e D em excesso podem ser tóxicas. Quem tem deficiência comprovada se beneficia de suplementar.

Refutada

Testada de forma adequada: as alegações centrais não se confirmaram ou contrariam a evidência.

Sinais de alerta

Por que atrai tanta gente

Vitaminas são essenciais e “naturais”, e a autoridade de um duplo ganhador do Nobel deu credibilidade à ideia.

Riscos

Toxicidade, aumento de riscos em grupos específicos e gasto com suplementos desnecessários.

Perguntas para pensar

  1. Que resultado mostraria que a prática não funciona? Quem a defende aceitaria esse resultado?
  2. A evidência a favor vem de depoimentos ou de estudos com grupo controle?
  3. O que eu perderia se trocasse um tratamento eficaz por este?

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