A ideia central
Auguste Comte propôs a lei dos três estados e uma hierarquia das ciências, da matemática à sociologia. O conhecimento positivo descreve relações regulares entre fenômenos e abandona a busca de causas últimas ou essências. A ciência, para Comte, deveria orientar a reorganização da sociedade, e ele chegou a fundar uma Religião da Humanidade.
Referências
Auguste Comte; no Brasil, Miguel Lemos, Raimundo Teixeira Mendes e Benjamin Constant.
De onde veio
Comte desenvolveu o sistema no Curso de Filosofia Positiva (1830–1842). No Brasil, influenciou a proclamação da República e o lema “Ordem e Progresso”.
Diante da astrologia
Classificaria a astrologia como resquício do estado teológico ou metafísico: explica o comportamento humano por influências ocultas, em vez de leis observáveis. Veja o caso da astrologia.
Pontos fortes: o que pode estar certo
- Valorizou a ciência como modelo de conhecimento e fundou a sociologia.
- Combateu explicações por essências e causas ocultas.
- Teve papel histórico na modernização de vários países.
Objeções
- A lei dos três estados é uma generalização histórica simplista.
- A Religião da Humanidade contradiz o espírito crítico da ciência.
- A rejeição de entidades inobserváveis atrapalharia ciências como a física atômica.
O que dizem os críticos
Comte rejeitava a possibilidade de conhecer a composição das estrelas; poucos anos depois, a espectroscopia a revelou. Críticos veem no positivismo político uma tendência autoritária.
O que não é positivismo de Comte
Concepções erradas e espantalhos que costumam aparecer em conversas e debates, com a correção.
“Positivismo é qualquer confiança em dados.”
É a filosofia específica de Comte, com a lei dos três estados e a Religião da Humanidade.
“O lema da bandeira prova que o Brasil adotou o método científico.”
Prova a influência da doutrina de Comte sobre os republicanos, não a adoção do método científico pelo Estado.