A ideia central
Na imagem indutivista, o cientista observa sem preconceitos, acumula fatos, nota regularidades e generaliza: muitos casos de metal dilatado com calor levam à lei de que metais se dilatam. Bacon propôs tabelas de presença, ausência e graus; Mill sistematizou métodos para descobrir causas, como o método da concordância e o da diferença, que ainda inspiram o desenho de experimentos.
Referências
Francis Bacon, Isaac Newton (“não invento hipóteses”), John Stuart Mill, William Whewell (com ressalvas).
De onde veio
Bacon a propôs no Novum Organum (1620), contra a lógica dedutiva aristotélica. Dominou a imagem popular da ciência por séculos.
Diante da astrologia
Juntaria observações sobre pessoas e signos e veria se há regularidades. Estudos com milhares de pessoas, comparando data de nascimento e traços, não acharam correlação além do acaso. Veja o caso da astrologia.
Pontos fortes: o que pode estar certo
- Destaca a observação cuidadosa e a coleta sistemática de dados.
- Os métodos de Mill ainda orientam a busca de causas.
- Combate a especulação desligada dos fatos.
Objeções
- Observação sem hipótese não existe: é preciso saber o que observar.
- Enfrenta o problema da indução de Hume.
- Não explica como surgem teorias sobre o inobservável, como átomos.
O que dizem os críticos
Popper dizia que pedir a alguém para “observar” sem dizer o quê é absurdo. Hume já mostrara que a generalização não tem justificação lógica.
O que não é indutivismo
Concepções erradas e espantalhos que costumam aparecer em conversas e debates, com a correção.
“Indutivistas acham que basta juntar dados aleatórios.”
Bacon e Mill propuseram métodos sistemáticos de comparação, como o da diferença, não a coleta cega.
“A indução é irracional.”
É falível e não tem justificação dedutiva, mas é a base de toda previsão prática, inclusive na ciência.