A ideia central
O Círculo de Viena uniu a lógica moderna ao empirismo. O critério de verificabilidade dividia frases em três tipos: analíticas (verdadeiras pela forma, como as da lógica), empíricas (verificáveis pela experiência) e sem sentido (todo o resto, inclusive a metafísica tradicional). A filosofia deixaria de ser um saber próprio e viraria análise lógica da linguagem da ciência.
Referências
Moritz Schlick, Rudolf Carnap, Otto Neurath, Hans Reichenbach, A. J. Ayer, Carl Hempel.
De onde veio
Nasceu nos anos 1920 em Viena e Berlim, inspirado em Mach, Russell, no primeiro Wittgenstein e na relatividade. Com a ascensão do nazismo, seus membros emigraram para os EUA e o Reino Unido.
Diante da astrologia
Perguntaria o que, na experiência, verificaria uma afirmação como “Marte em Áries dá impulsividade”. Se nada a verificasse, seria sem sentido; se algo verificasse, seria testável, e os testes falharam. Veja o caso da astrologia.
Pontos fortes: o que pode estar certo
- Trouxe clareza, rigor lógico e ênfase em testabilidade à filosofia.
- Fundou a filosofia da ciência moderna.
- Combateu obscurantismos políticos e filosóficos.
Objeções
- O próprio critério não é verificável nem analítico.
- Leis universais não são verificáveis por completo.
- Quine derrubou a distinção nítida entre analítico e sintético.
O que dizem os críticos
Popper trocou a verificabilidade pela falseabilidade e o significado pela demarcação. Quine e Kuhn abalaram os pressupostos do programa. A maioria dos filósofos o considera superado, mas herdeiro de muito do que veio depois.
O que não é positivismo lógico
Concepções erradas e espantalhos que costumam aparecer em conversas e debates, com a correção.
“Positivistas lógicos achavam que só existe o que se vê.”
Era uma teoria do significado das frases, não uma tese sobre o que existe; muitos aceitavam átomos.
“Eram conservadores a serviço do poder.”
Muitos eram socialistas e progressistas, e fugiram do nazismo.