Pseudociências / Pseudociências históricas
Frenologia
Lia o caráter pelos calombos do crânio. Foi popular no século XIX e serviu para justificar preconceitos.
Origem: Criada pelo médico alemão Franz Joseph Gall por volta de 1800.
O que alega
O cérebro seria formado por órgãos responsáveis por faculdades mentais (como benevolência ou combatividade); quanto mais desenvolvida a faculdade, maior o órgão, o que deixaria saliências no crânio, que um frenologista poderia apalpar.
O que a evidência diz
O formato do crânio não reflete o desenvolvimento das áreas do cérebro, e as faculdades propostas não correspondem a regiões cerebrais. Experimentos de Pierre Flourens nos anos 1820 já contradiziam a frenologia. Ela tinha uma ideia que se mostrou parcialmente certa, a de que funções mentais têm alguma localização no cérebro, mas a teoria como um todo foi abandonada. Foi usada para justificar hierarquias raciais e de gênero.
Testada de forma adequada: as alegações centrais não se confirmaram ou contrariam a evidência.
Sinais de alerta
- Escolha seletiva de dados. Cita os acertos e ignora os erros e os estudos contrários.
- Depende de um fundador. A palavra do criador vale mais do que os testes.
- Vende a solução. Cursos, consultas, produtos e certificações sustentam a prática.
Por que atrai tanta gente
Parecia científica, com medições e mapas, e prometia conhecer as pessoas de forma rápida e objetiva.
Riscos
Ajudou a dar verniz científico ao racismo e ao sexismo da época.
Perguntas para pensar
- Que resultado mostraria que a prática não funciona? Quem a defende aceitaria esse resultado?
- A evidência a favor vem de depoimentos ou de estudos com grupo controle?
- O que eu perderia se trocasse um tratamento eficaz por este?
Lições relacionadas: O critério da demarcação, Vieses cognitivos e o método.
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