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Pseudociências / Pseudociências históricas

Racismo científico e eugenia

Usou medições e estatísticas para afirmar hierarquias entre “raças” e defender esterilizações. A genética mostrou que as premissas eram falsas.

Refutada

Origem: Desenvolveu-se nos séculos XVIII e XIX; a eugenia foi criada por Francis Galton em 1883 e chegou ao Brasil nas décadas de 1910 e 1920.

O que alega

A humanidade estaria dividida em raças biologicamente distintas e hierarquizadas em inteligência e moral; a sociedade deveria estimular a reprodução dos “aptos” e impedir a dos “inaptos”.

O que a evidência diz

A variação genética humana é contínua e muito maior dentro dos grupos tradicionalmente chamados de raças do que entre eles, como mostrou o geneticista Richard Lewontin em 1972 e confirmaram estudos genômicos. Medições de crânios do século XIX foram enviesadas pelas expectativas dos pesquisadores. A eugenia levou a esterilizações forçadas em vários países, inclusive nos EUA, e foi usada pelo nazismo para justificar assassinatos em massa. No Brasil, a Sociedade Eugênica de São Paulo foi fundada em 1918, e ideias eugênicas influenciaram políticas de imigração.

Refutada

Testada de forma adequada: as alegações centrais não se confirmaram ou contrariam a evidência.

Sinais de alerta

Por que atrai tanta gente

Oferecia justificativa “científica” para desigualdades que beneficiavam grupos dominantes, num tempo em que a ciência ganhava prestígio.

Riscos

Discriminação, esterilizações forçadas, genocídio e a persistência de preconceitos que ainda aparecem com roupagem científica.

Perguntas para pensar

  1. Que resultado mostraria que a prática não funciona? Quem a defende aceitaria esse resultado?
  2. A evidência a favor vem de depoimentos ou de estudos com grupo controle?
  3. O que eu perderia se trocasse um tratamento eficaz por este?

Lições relacionadas: Valores na ciência, Vieses cognitivos e o método, Sociologia da ciência e construtivismo.