Ciência
Para Iniciantes
Comece aqui

Pseudociências / Saúde

Ozonioterapia

Aplicar ozônio no corpo para tratar uma longa lista de doenças. Fora de usos muito específicos, falta evidência.

Contestada

Origem: Usada desde o início do século XX; promovida no Brasil nos anos 2010 e 2020.

O que alega

O ozônio, aplicado no sangue, em injeções, por via retal ou em feridas, melhoraria a oxigenação, combateria infecções e trataria doenças tão diversas quanto dor crônica, câncer e Covid-19.

O que a evidência diz

O ozônio é um gás tóxico para os pulmões. Para a maioria das indicações divulgadas, não há ensaios clínicos de qualidade que mostrem benefício. Há estudos pequenos em usos específicos, como feridas e odontologia, com evidência ainda limitada. O Conselho Federal de Medicina classificou a ozonioterapia como procedimento experimental em 2018. Em 2023, uma lei federal autorizou seu uso como tratamento complementar, decisão criticada por entidades médicas por não se basear em evidência. Em 2020, a proposta de aplicação retal contra a Covid-19, feita por um prefeito, ganhou repercussão nacional e não tinha base científica.

Contestada

Parte das alegações é pseudocientífica e parte segue em estudo; há debate legítimo sobre usos específicos.

Sinais de alerta

Por que atrai tanta gente

O nome lembra oxigênio e “purificação”; clínicas oferecem atendimento personalizado; e a lista ampla de indicações atrai quem não encontrou solução em outros tratamentos.

Riscos

Embolia gasosa e lesões em aplicações intravenosas, irritação pulmonar e abandono de tratamentos eficazes.

Perguntas para pensar

  1. Que resultado mostraria que a prática não funciona? Quem a defende aceitaria esse resultado?
  2. A evidência a favor vem de depoimentos ou de estudos com grupo controle?
  3. O que eu perderia se trocasse um tratamento eficaz por este?

Lições relacionadas: Prática Baseada em Evidências (PBE), Níveis de evidência.