A ideia central
O físico Percy Bridgman propôs, em 1927, que um conceito científico não significa nada além das operações que o medem: “comprimento” é o que se obtém com réguas e métodos ópticos. Depois da relatividade, que mudou o sentido de “simultaneidade”, Bridgman queria evitar conceitos sem ligação com medidas. A psicologia adotou a ideia para definir conceitos como inteligência e ansiedade por testes.
Referências
Percy Bridgman; na psicologia, S. S. Stevens e o behaviorismo metodológico.
De onde veio
Bridgman, Nobel de Física em 1946, apresentou a ideia em A Lógica da Física Moderna (1927).
Diante da astrologia
Perguntaria como se mede a “influência de Saturno” sobre alguém. Sem operação definida, o conceito não tem significado científico. Veja o caso da astrologia.
Pontos fortes: o que pode estar certo
- Obriga a ligar conceitos a medidas, o que evita palavras vazias.
- Ajudou a psicologia a tornar conceitos testáveis.
- Ainda inspira a exigência de definições operacionais em pesquisas.
Objeções
- Cada método de medida definiria um conceito diferente (comprimento por régua e por laser seriam conceitos distintos).
- Conceitos teóricos ultrapassam qualquer operação específica.
- Na psicologia, gerou o problema de reduzir “inteligência” ao que o teste mede.
O que dizem os críticos
Hempel e outros mostraram que conceitos científicos ganham sentido pela teoria inteira, não por uma operação. O próprio Bridgman suavizou a tese mais tarde.
O que não é operacionalismo
Concepções erradas e espantalhos que costumam aparecer em conversas e debates, com a correção.
“Diz que só existe o que medimos.”
É uma tese sobre o significado dos conceitos, não sobre o que existe.
“Está superado e não serve para nada.”
A exigência de definições operacionais segue central em pesquisas empíricas.