A ideia central
O pluralista rejeita a ideia de que a ciência converge para uma única teoria de tudo. A natureza seria complexa demais para um só modelo, e diferentes abordagens (moleculares, ecológicas, evolutivas) capturam aspectos distintos. Hasok Chang foi além: defendeu manter vivos sistemas de prática rivais, como a química do flogisto teria merecido mais tempo, para não perder conhecimento.
Referências
John Dupré, Nancy Cartwright, Hasok Chang, Helen Longino, Sandra Mitchell.
De onde veio
Cresceu a partir dos anos 1990, com estudos sobre a biologia (que não se reduz a uma teoria única) e com o “mundo manchado” de Cartwright.
Diante da astrologia
Diria que o pluralismo vale entre modelos que funcionam para seus propósitos. A astrologia não é um modelo alternativo bem-sucedido para nenhum propósito preditivo. Veja o caso da astrologia.
Pontos fortes: o que pode estar certo
- Descreve bem a biologia e as ciências do clima, cheias de modelos complementares.
- Protege contra a perda de conhecimento quando uma abordagem é abandonada.
- Combate o reducionismo dogmático.
Objeções
- Pode ser lido como “tudo vale”, se não houver critério para quais abordagens manter.
- Parece desistir da unificação, que foi muito fecunda.
- Não está claro se os modelos plurais descrevem a realidade ou só a utilidade.
O que dizem os críticos
Monistas lembram que a unificação (Newton, Maxwell) foi um dos maiores sucessos da ciência. Pluralistas respondem que unificação é bem-vinda quando aparece, mas não garantida.
O que não é pluralismo científico
Concepções erradas e espantalhos que costumam aparecer em conversas e debates, com a correção.
“Pluralismo é dizer que qualquer teoria vale.”
Valem as abordagens que funcionam para seus propósitos e passam nos testes.
“É contra a unificação.”
Aceita unificações quando aparecem; só não as supõe garantidas.