A ideia central
David Bloor e Barry Barnes, em Edimburgo, propuseram que a sociologia explique o conteúdo do conhecimento científico, não só a organização da ciência. Os princípios: causalidade (explicar as condições que produzem crenças), imparcialidade (vale para crenças verdadeiras e falsas), simetria (o mesmo tipo de causa para ambas) e reflexividade (a teoria se aplica à própria sociologia).
Referências
David Bloor, Barry Barnes, Steven Shapin, Harry Collins (programa empírico do relativismo, em Bath).
De onde veio
Bloor publicou Knowledge and Social Imagery em 1976. Estudos famosos incluem Leviathan and the Air-Pump (1985), de Shapin e Schaffer, sobre a disputa entre Boyle e Hobbes.
Diante da astrologia
Explicaria a crença na astrologia e a crença na astronomia com o mesmo tipo de causa social: tradições, autoridades, interesses e formação. Críticos notam que isso não explica por que só uma das duas prevê eclipses. Veja o caso da astrologia.
Pontos fortes: o que pode estar certo
- Mostrou como interesses e redes influenciam controvérsias científicas.
- Produziu estudos históricos ricos sobre episódios da ciência.
- Obrigou a filosofia a levar o social a sério.
Objeções
- A simetria impede de explicar por que algumas teorias funcionam melhor.
- Pode levar ao relativismo sobre a verdade.
- Subestima o papel da natureza na resolução de controvérsias.
O que dizem os críticos
Larry Laudan e outros argumentaram que crenças racionais não precisam de explicação social especial. As “guerras da ciência” dos anos 1990 tiveram o programa forte como um dos alvos.
O que não é programa forte
Concepções erradas e espantalhos que costumam aparecer em conversas e debates, com a correção.
“O programa forte diz que a natureza não existe.”
Diz que as crenças sobre a natureza têm causas sociais a estudar, não que a natureza seja inventada.
“Bloor é contra a ciência.”
Ele se vê aplicando à ciência o método científico das ciências sociais.