A ideia central
Helen Longino concorda que valores e pressupostos de fundo influenciam a interpretação dos dados, o que nenhum cientista individual consegue eliminar. Mas a objetividade é possível no nível da comunidade, se houver: espaços reconhecidos para crítica, resposta efetiva às críticas, padrões públicos de avaliação e igualdade de autoridade intelectual entre os participantes. A diversidade de perspectivas é uma condição epistêmica, não só política.
Referências
Helen Longino, em <em>Science as Social Knowledge</em> (1990) e <em>The Fate of Knowledge</em> (2002).
De onde veio
Longino desenvolveu a teoria a partir de estudos sobre pesquisas de diferenças sexuais no cérebro e na evolução humana, em que pressupostos de gênero moldavam as conclusões.
Diante da astrologia
Diria que a astrologia não se submete a uma comunidade crítica com padrões públicos: ela se protege da crítica externa em vez de responder a ela. Veja o caso da astrologia.
Pontos fortes: o que pode estar certo
- Concilia a influência de valores com a possibilidade de objetividade.
- Explica por que diversidade melhora a ciência.
- Oferece critérios concretos para avaliar comunidades científicas.
Objeções
- Comunidades diversas também podem convergir para erros.
- Não diz quanto peso dar à natureza versus à crítica social.
- Igualdade de autoridade intelectual é um ideal difícil.
O que dizem os críticos
Realistas dizem que a teoria descreve bem as condições da boa ciência, mas que a objetividade final depende do mundo, não da comunidade. Outros a veem como uma versão social de Popper.
O que não é empirismo contextual
Concepções erradas e espantalhos que costumam aparecer em conversas e debates, com a correção.
“Longino acha que a ciência deve seguir a política.”
Diz que valores influenciam e que a objetividade vem da crítica organizada, com padrões públicos.
“Diversidade substitui a evidência.”
A diversidade é uma condição para a crítica funcionar; a evidência continua central.