A ideia central
O naturalista rejeita a ideia de uma “filosofia primeira” que fundamente a ciência de fora. Para Quine, a epistemologia é um capítulo da psicologia: estudar como seres humanos passam de estímulos a teorias. Versões mais moderadas mantêm a dimensão normativa, mas usam a ciência (psicologia dos vieses, teoria da evolução, sociologia) para dizer como devemos raciocinar.
Referências
W. V. O. Quine, Alvin Goldman, Philip Kitcher, Hilary Kornblith, Ronald Giere.
De onde veio
Quine publicou “Epistemologia naturalizada” em 1969. A ciência cognitiva e a filosofia experimental deram força à abordagem.
Diante da astrologia
Usaria a psicologia para explicar por que a astrologia convence: o efeito Barnum (descrições genéricas que parecem pessoais), o viés de confirmação e a memória seletiva. A astrologia é um fenômeno a ser explicado, não uma explicação. Veja o caso da astrologia.
Pontos fortes: o que pode estar certo
- Aproxima a filosofia do conhecimento científico real.
- Usa descobertas sobre vieses para melhorar o raciocínio.
- Evita buscar fundamentos impossíveis.
Objeções
- Pode perder a dimensão normativa (como devemos crer).
- Parece circular: usa a ciência para justificar a ciência.
- Nem toda questão filosófica é empírica.
O que dizem os críticos
Jaegwon Kim disse que naturalizar a epistemologia é mudar de assunto. Naturalistas respondem com normas instrumentais e aceitam uma circularidade virtuosa.
O que não é naturalismo epistemológico
Concepções erradas e espantalhos que costumam aparecer em conversas e debates, com a correção.
“Naturalismo diz que a filosofia acabou.”
Diz que a filosofia é contínua com a ciência, não que ficou inútil.
“Naturalismo é ateísmo militante.”
O naturalismo epistemológico é uma tese sobre método; posições religiosas são outro debate.