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Pseudociências / Saúde

Iridologia

Diagnosticar doenças pelas manchas da íris. Em testes cegos, iridologistas não conseguem identificar quem está doente.

Refutada

Origem: Proposta pelo médico húngaro Ignác von Péczely no século XIX.

O que alega

Cada região da íris corresponderia a um órgão do corpo, e manchas, cores e fibras revelariam doenças presentes, passadas e futuras nesses órgãos.

O que a evidência diz

Não há conexão anatômica ou nervosa que ligue partes da íris a órgãos específicos, e a íris muda pouco ao longo da vida. Num estudo publicado em 1979 no JAMA, iridologistas examinaram fotos das íris de pessoas com e sem doença renal grave e não acertaram mais do que o acaso; estudos posteriores, inclusive sobre câncer, tiveram o mesmo resultado.

Refutada

Testada de forma adequada: as alegações centrais não se confirmaram ou contrariam a evidência.

Sinais de alerta

Por que atrai tanta gente

Parece um exame técnico e não invasivo, com lupas e fotos, e entrega diagnósticos detalhados.

Riscos

Diagnósticos falsos: pessoas saudáveis tratadas sem necessidade e doentes reais sem diagnóstico.

Perguntas para pensar

  1. Que resultado mostraria que a prática não funciona? Quem a defende aceitaria esse resultado?
  2. A evidência a favor vem de depoimentos ou de estudos com grupo controle?
  3. O que eu perderia se trocasse um tratamento eficaz por este?

Lições relacionadas: Níveis de evidência, Experimentos, grupo controle e placebo.