Pseudociências / Mente e comportamento
Terapia de conversão (“cura gay”)
Práticas que prometem mudar a orientação sexual. Não funcionam e estão associadas a sofrimento psicológico grave.
Origem: Existem desde o século XIX em várias formas, de choques elétricos a aconselhamento religioso.
O que alega
A homossexualidade seria um transtorno ou desvio que poderia ser revertido por psicoterapia, orações, aversão ou outras técnicas.
O que a evidência diz
A homossexualidade deixou de ser classificada como transtorno pela Associação Americana de Psiquiatria em 1973 e pela Organização Mundial da Saúde em 1990. Revisões, como a da Associação Americana de Psicologia em 2009, concluíram que não há evidência de que essas práticas mudem a orientação sexual, e que estão associadas a depressão, ansiedade e risco de suicídio. No Brasil, a Resolução 01/1999 do Conselho Federal de Psicologia proíbe psicólogos de oferecer tratamentos para “curar” a homossexualidade.
Testada de forma adequada: as alegações centrais não se confirmaram ou contrariam a evidência.
Sinais de alerta
- Apoia-se em depoimentos. Relatos pessoais no lugar de estudos com grupo controle.
- Promete demais. Cura ampla, resultados garantidos, sem efeitos colaterais.
- Escolha seletiva de dados. Cita os acertos e ignora os erros e os estudos contrários.
- Depende de um fundador. A palavra do criador vale mais do que os testes.
Por que atrai tanta gente
Responde à pressão familiar, religiosa e social e oferece a promessa de pertencimento a quem sofre rejeição.
Riscos
Depressão, ansiedade, culpa, ruptura de vínculos e risco aumentado de suicídio.
Perguntas para pensar
- Que resultado mostraria que a prática não funciona? Quem a defende aceitaria esse resultado?
- A evidência a favor vem de depoimentos ou de estudos com grupo controle?
- O que eu perderia se trocasse um tratamento eficaz por este?
Lições relacionadas: Valores na ciência, Ética na pesquisa, O que é pseudociência?.
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