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Pseudociências / Saúde

Tratamento precoce da Covid-19

Combinação de remédios como cloroquina e ivermectina promovida contra a Covid-19. Grandes ensaios clínicos mostraram que não funcionam.

Refutada

Origem: Promovido a partir de 2020, com base em estudos preliminares e de baixa qualidade.

O que alega

Remédios como hidroxicloroquina, ivermectina, azitromicina e nitazoxanida, tomados logo nos primeiros sintomas, evitariam a evolução da Covid-19 para casos graves.

O que a evidência diz

Os estudos iniciais que animaram a hipótese eram pequenos, sem grupo controle adequado ou com falhas graves. Grandes ensaios randomizados, como o RECOVERY (Reino Unido), o Solidarity (da OMS) e o TOGETHER (que incluiu o Brasil), não encontraram benefício da hidroxicloroquina nem da ivermectina sobre mortalidade ou internação. A OMS recomendou contra seu uso para Covid-19. No Brasil, a promoção desses remédios foi um dos temas investigados pela CPI da Covid no Senado, em 2021.

Refutada

Testada de forma adequada: as alegações centrais não se confirmaram ou contrariam a evidência.

Sinais de alerta

Por que atrai tanta gente

No começo da pandemia não havia tratamento, e a promessa de um remédio barato e disponível trazia alívio. A maioria dos infectados se recupera de qualquer jeito, o que fazia o remédio parecer funcionar. O tema também se tornou identidade política.

Riscos

Efeitos adversos (arritmias com hidroxicloroquina, intoxicações com ivermectina), falsa sensação de proteção e atraso na busca por atendimento e na vacinação.

Perguntas para pensar

  1. Que resultado mostraria que a prática não funciona? Quem a defende aceitaria esse resultado?
  2. A evidência a favor vem de depoimentos ou de estudos com grupo controle?
  3. O que eu perderia se trocasse um tratamento eficaz por este?

Lições relacionadas: Prática Baseada em Evidências (PBE), Experimentos, grupo controle e placebo, Negacionismo e desinformação.