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Pseudociências / Saúde

Acupuntura

Agulhas em pontos de “meridianos de energia”. Há algum efeito em dores crônicas, mas a acupuntura falsa funciona quase igual.

Contestada

Origem: Prática da medicina tradicional chinesa com mais de dois mil anos, padronizada no século XX.

O que alega

A inserção de agulhas em pontos específicos dos meridianos equilibraria o fluxo de energia vital (qi) e trataria uma longa lista de doenças.

O que a evidência diz

Não há evidência anatômica de meridianos ou de qi. Para dores crônicas, grandes revisões encontraram que a acupuntura é um pouco melhor do que nenhum tratamento, mas a diferença em relação à acupuntura simulada (agulhas em pontos “errados” ou que não perfuram a pele) é pequena, o que sugere efeitos inespecíficos como expectativa, atenção e o ritual. Para a maioria das outras indicações, como infertilidade ou dependência química, não há evidência de benefício. No Brasil, é especialidade médica e faz parte das práticas integrativas do SUS.

Contestada

Parte das alegações é pseudocientífica e parte segue em estudo; há debate legítimo sobre usos específicos.

Sinais de alerta

Por que atrai tanta gente

Tradição milenar, cuidado individualizado e efeitos reais de relaxamento e expectativa. A dor é muito sensível ao contexto, o que favorece efeitos inespecíficos.

Riscos

Feita por profissional habilitado, os riscos são baixos (raramente, infecções e perfurações). O problema é o uso para doenças graves e o gasto público com indicações sem evidência.

Perguntas para pensar

  1. Que resultado mostraria que a prática não funciona? Quem a defende aceitaria esse resultado?
  2. A evidência a favor vem de depoimentos ou de estudos com grupo controle?
  3. O que eu perderia se trocasse um tratamento eficaz por este?

Lições relacionadas: Experimentos, grupo controle e placebo, Níveis de evidência, O critério da demarcação.