A ideia central
Paul Feyerabend analisou episódios como a defesa do heliocentrismo por Galileu e concluiu que grandes avanços violaram as regras metodológicas da época. A única regra que sobreviveria a todos os casos seria “tudo vale”, que ele apresentou como ironia. Defendia a proliferação de teorias, inclusive as marginais, porque alternativas revelam falhas que uma teoria sozinha não mostraria, e criticava a autoridade da ciência sobre a sociedade.
Referências
Paul Feyerabend.
De onde veio
Feyerabend, austríaco, ex-aluno de Popper, publicou Contra o Método em 1975. O livro deveria ter sido um diálogo com Lakatos, que morreu antes de escrever sua parte.
Diante da astrologia
Feyerabend chegou a criticar cientistas por condenar a astrologia sem estudá-la, em 1975. Mas sua crítica era ao modo arrogante da condenação, e não uma defesa de que a astrologia funcione. Veja o caso da astrologia.
Pontos fortes: o que pode estar certo
- Mostrou que a história da ciência é mais bagunçada do que os manuais sugerem.
- Defendeu o valor das alternativas e da crítica externa.
- Alertou contra a ciência como autoridade inquestionável.
Objeções
- Igualar ciência a outras tradições ignora as diferenças de resultado.
- O “tudo vale” é usado para justificar pseudociências, o que facilita abusos.
- Seus estudos de caso, como o de Galileu, são contestados por historiadores.
O que dizem os críticos
Para a maioria dos filósofos, Feyerabend acertou ao denunciar metodologias rígidas e errou ao concluir que não há diferença epistêmica entre ciência e mito.
O que não é anarquismo epistemológico
Concepções erradas e espantalhos que costumam aparecer em conversas e debates, com a correção.
“Feyerabend dizia que qualquer crença vale o mesmo que a ciência.”
Defendia pluralismo de métodos e crítica à autoridade; o “tudo vale” era ironia contra regras rígidas.
“Feyerabend era anticiência.”
Era físico de formação e admirava cientistas criativos; criticava a ciência como instituição dogmática.