A ideia central
Larry Laudan propôs que o objetivo da ciência não é a verdade (difícil de reconhecer), mas resolver problemas, empíricos e conceituais. Teorias se agrupam em tradições de pesquisa com compromissos ontológicos e metodológicos, que podem mudar ao longo do tempo. É racional preferir a tradição com maior taxa de progresso na resolução de problemas. Laudan também propôs que métodos e objetivos da ciência mudam e se ajustam mutuamente (modelo reticulado).
Referências
Larry Laudan.
De onde veio
Laudan apresentou a teoria em Progress and Its Problems (1977), em diálogo crítico com Kuhn e Lakatos. Em 1983, declarou a “morte” do problema da demarcação.
Diante da astrologia
Perguntaria que problemas a astrologia resolveu nos últimos séculos. Como não acumulou soluções nem mudou para resolver anomalias, não merece crédito, sem precisar de um critério de demarcação geral. Veja o caso da astrologia.
Pontos fortes: o que pode estar certo
- Dá conta dos problemas conceituais, não só empíricos.
- Permite que tradições mudem sem perder identidade.
- Evita depender da noção de verdade, difícil de avaliar.
Objeções
- Contar e pesar problemas resolvidos é difícil.
- Abrir mão da verdade como objetivo parece contraintuitivo.
- A ideia de que a demarcação “morreu” é contestada.
O que dizem os críticos
Realistas dizem que resolver problemas é sinal de verdade aproximada, e que Laudan apenas troca o nome. Pigliucci e outros contestaram a morte da demarcação.
O que não é tradições de pesquisa
Concepções erradas e espantalhos que costumam aparecer em conversas e debates, com a correção.
“Laudan acha que a verdade não importa.”
Ele acha que resolver problemas é um objetivo mais fácil de avaliar do que a verdade, não que a verdade seja irrelevante.
“Laudan defende pseudociências.”
Ele criticava o termo, mas sustentava que afirmações devem ser bem apoiadas por evidência.