A ideia central
Em vez de avaliar crenças isoladas, a epistemologia das virtudes avalia agentes. No confiabilismo de virtudes (Ernest Sosa, John Greco), as virtudes são faculdades confiáveis, como boa visão e boa memória, e conhecimento é acertar por causa delas. No responsabilismo (Linda Zagzebski, Jason Baehr), virtudes são traços de caráter: curiosidade, humildade, coragem intelectual, honestidade e imparcialidade.
Referências
Ernest Sosa, Linda Zagzebski, John Greco, Jason Baehr; inspirada na ética das virtudes de Aristóteles.
De onde veio
Surgiu nos anos 1980, com Sosa, como resposta aos impasses entre fundacionalismo e coerentismo e aos casos de Gettier.
Diante da astrologia
Perguntaria se a prática astrológica cultiva virtudes intelectuais: ela evita testes, reinterpreta fracassos e raramente revisa seus princípios, o oposto da humildade e da coragem intelectual. Veja o caso da astrologia.
Pontos fortes: o que pode estar certo
- Explica o valor da postura científica como conjunto de virtudes.
- Oferece uma resposta aos casos de Gettier (acertar por competência, não por sorte).
- Liga epistemologia, ética e educação.
Objeções
- Virtudes de caráter são difíceis de definir e medir.
- Pesquisas em psicologia questionam a estabilidade de traços de caráter.
- Pode ser vaga como critério de justificação.
O que dizem os críticos
Situacionistas lembram que o comportamento depende muito da situação, não só de traços. Outros dizem que a teoria muda de assunto: avalia pessoas quando a pergunta era sobre crenças.
O que não é epistemologia das virtudes
Concepções erradas e espantalhos que costumam aparecer em conversas e debates, com a correção.
“É só dizer que pessoas boas sabem mais.”
As virtudes são intelectuais (atenção, honestidade, rigor), não morais em geral, e o conhecimento exige acertar por causa delas.
“Dispensa a evidência.”
Um dos traços virtuosos é justamente responder bem à evidência.