A ideia central
Diante do regresso dos “por quês”, o infinitista aceita a opção que os outros rejeitam: a cadeia de razões não termina. Não é preciso ter percorrido infinitas razões, mas ter disponível sempre mais uma razão não circular quando alguém pergunta. A justificação vem em graus: quanto mais longa a cadeia que conseguimos dar, mais justificada a crença.
Referências
Peter Klein, Scott Aikin; antecedentes no trilema de Agripa e em Charles S. Peirce.
De onde veio
Peter Klein defendeu a posição a partir dos anos 1990, argumentando que fundacionalismo e coerentismo param a investigação de modo arbitrário.
Diante da astrologia
Pediria à astrologia razões para suas regras, e razões para essas razões; a cadeia termina logo em “é a tradição”, que não é uma razão não circular. Veja o caso da astrologia.
Pontos fortes: o que pode estar certo
- Combina com a abertura permanente à pergunta “por quê?”.
- Evita crenças básicas arbitrárias e círculos viciosos.
- Explica graus de justificação.
Objeções
- Mentes finitas não têm infinitas razões disponíveis.
- Parece nunca chegar a uma justificação completa.
- Não está claro de onde vem a justificação se nenhuma razão a tem por si.
O que dizem os críticos
Fundacionalistas dizem que, sem um ponto de apoio, uma cadeia infinita de razões sem justificação própria não transmite justificação nenhuma.
O que não é infinitismo
Concepções erradas e espantalhos que costumam aparecer em conversas e debates, com a correção.
“Exige ter pensado infinitas razões.”
Exige apenas que sempre haja mais uma razão disponível quando se pergunta.
“É ceticismo.”
O infinitista acha que há justificação, que cresce em graus com a cadeia de razões.