A ideia central
O cientificismo, quando assumido como posição, sustenta que os métodos das ciências naturais são os únicos que produzem conhecimento, ou que toda pergunta legítima é científica. Versões fortes dizem que filosofia, ética e humanidades ou viram ciência ou não produzem conhecimento. Versões moderadas dizem apenas que a ciência é a melhor fonte, e que outras áreas devem levar seus resultados a sério.
Referências
Alex Rosenberg (que assume o rótulo), parte do positivismo lógico; com nuances, divulgadores como Sam Harris (sobre a ética).
De onde veio
Ganhou força no século XIX com o positivismo e voltou nos debates sobre o “novo ateísmo” e a neurociência no século XXI.
Diante da astrologia
Diria que a astrologia é só mais um caso de crença não científica, sem lugar entre o conhecimento. Nisso concorda com quase todas as correntes; a diferença está em também excluir a ética e a filosofia. Veja o caso da astrologia.
Pontos fortes: o que pode estar certo
- Valoriza o método mais confiável que temos para o mundo natural.
- Combate pseudociências e crenças sem evidência.
- Incentiva a filosofia a dialogar com a ciência.
Objeções
- A tese “só a ciência conhece” não é ela própria um resultado científico (autorrefutação).
- Matemática, lógica e ética parecem ser conhecimento sem ser ciência empírica.
- Questões de valor não se decidem só por fatos.
O que dizem os críticos
Susan Haack criticou tanto o cientificismo quanto o relativismo. A maioria dos filósofos aceita a versão moderada e rejeita a forte.
O que não é cientificismo
Concepções erradas e espantalhos que costumam aparecer em conversas e debates, com a correção.
“Quem confia na ciência é cientificista.”
Confiar na ciência para questões empíricas é razoável; cientificismo é a tese de que só ela conhece.
“Cientificismo é o mesmo que ciência.”
É uma tese filosófica sobre a ciência, que muitos cientistas rejeitam.