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A ciência no Brasil

De Oswaldo Cruz à Embrapa e ao SUS: o que a ciência brasileira já fez, como é financiada e quais são seus desafios.

InicianteCiência e sociedade2 min de leitura

O Brasil produz ciência de impacto mundial, embora isso apareça pouco no noticiário. Quase toda essa ciência é feita em universidades públicas e institutos de pesquisa, com dinheiro público.

Uma analogia

A ciência de um país é como uma floresta: leva décadas para crescer e pode ser destruída em poucos anos de seca de recursos. Replantar custa muito mais do que manter.

Explicando para uma criança

Cientistas brasileiros descobriram doenças, fizeram vacinas e ensinaram a plantar em terras que pareciam ruins. Muitas dessas descobertas ajudam você todos os dias, mesmo sem perceber.

Ao fim desta lição, você vai conseguir

  • Citar conquistas da ciência brasileira.
  • Descrever como a pesquisa é financiada no Brasil.
  • Identificar os principais desafios.

Ajuda ter lido: O que é ciência?.

Antes de ler: o que você pensa?

Alguém diz que “o Brasil não produz ciência, só copia”.

Que exemplos contradizem isso?

Ver o que a lição responde

Carlos Chagas, a Embrapa no Cerrado, a ligação entre zika e microcefalia, as vacinas do Butantan e da Fiocruz, o Sirius.

Algumas conquistas

  • Saúde pública: Oswaldo Cruz liderou o combate à febre amarela e à varíola no Rio de Janeiro no começo do século XX. Carlos Chagas descreveu, sozinho, uma doença inteira em 1909, do parasita ao inseto transmissor e aos sintomas: a doença de Chagas.
  • Vacinas: o Instituto Butantan e a Fiocruz (Bio-Manguinhos) produzem vacinas para o SUS. O Programa Nacional de Imunizações, de 1973, é referência mundial.
  • Agricultura: a Embrapa, criada em 1973, desenvolveu técnicas que transformaram o Cerrado em região produtiva, como a correção da acidez do solo e a fixação biológica de nitrogênio na soja, pesquisada por Johanna Döbereiner.
  • Zika: em 2015 e 2016, pesquisadores brasileiros foram os primeiros a associar o vírus zika aos casos de microcefalia, e depois a confirmar a relação.
  • Física: César Lattes participou da descoberta do méson pi em 1947. O Sirius, em Campinas, é um dos aceleradores de luz síncrotron mais avançados do mundo.

Como é financiada

A maior parte vem de agências federais, como o CNPq e a Capes, e estaduais, como a Fapesp em São Paulo. Universidades públicas concentram a maior parte das publicações. O investimento em pesquisa e desenvolvimento gira em torno de 1% do PIB, abaixo de países como Coreia do Sul, EUA e Alemanha, e oscila muito com cortes orçamentários.

Desafios

  • Orçamento instável, com cortes que interrompem projetos de longo prazo.
  • Fuga de cérebros: pesquisadores formados aqui vão trabalhar no exterior.
  • Pouca pesquisa em empresas, em comparação com outros países.
  • Desigualdade regional na distribuição de verbas e instituições.
  • Desinformação e queda de confiança em vacinas.
Para acompanhar: a revista Pesquisa FAPESP, a Ciência Hoje (da SBPC) e as agências de notícias das universidades divulgam a pesquisa brasileira em linguagem acessível.

Para guardar

  • A ciência brasileira tem conquistas mundiais, sobretudo em saúde e agricultura.
  • É feita principalmente em instituições públicas.
  • Orçamento instável e fuga de cérebros são os grandes desafios.

Para pensar

Que problema da sua cidade ou região a ciência brasileira poderia ajudar a resolver?

Erro comum: “Ciência é coisa de país rico; o Brasil não precisa disso.” Agricultura, vacinas e saúde pública brasileiras dependem de pesquisa feita aqui, adaptada a problemas daqui.

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